sexta-feira, abril 06, 2007

Adeus Querida Mãe

Doi cá dentro, sabias
Sinto as cicatrizes que reabrem
Sinto a carne revolta em ferida
Sinto o sangue que verte
Cá dentro
Na dor
Ardem-me os olhos pelas lágrimas não choradas
Cambaleando ébrio da pavor
Falta-me o chão sob os pés
Enquanto o coração comprime uma explosão
De dor
Grito surdo de socorro
Pois sangram-me os olhos marejados de lágrimas secas.

08/04/2004