quinta-feira, outubro 19, 2006

Vazio

Doi-me cá dentro o meu inferno pessoal
O eterno vazio
Doi-me a alma pelas perdas sucessivas
A tentativa insana de aniquilar sentimentos inabaláveis
O eterno desejo de chegar ao infinito
Torna-se em espera
Espera por ti
até à eternidade se necessário

Por vezes é mais fácil ausentar a alma
Sim ausencia completa
Total anestesia

Usemos os mais sujos truques para esquecer
Adormecendo os sentidos
O ser...

Tentar viver sem magoar
Magoando-nos a nós próprios

A vida por vezes é uma ferida aberta que se nega a fechar...

Já me falta a saliva para tentar sarar a carne aberta
Fedendo me pende nos ossos

Descaio em prazer sobre esta faca esnsanguentada na esperança de sentir
Mas não, está tudo dormente em volta...